Mixagem e Masterização

Entre reportagens e artigos que se lê por aí a fora, esse traz uma colocação bem interessante sobre Mixagem e Masterização. Sobre o processo que a música passa até chegar ao público. É do site Globo Ciência. Clique aqui e leia a matéria completa com mais detalhes.

Se o link estiver off aqui tem um trecho da matéria.

       A música desperta no homem uma infinidade de sentimentos. Entretanto, é importante lembrar que a emoção que ela passa não vem somente da melodia, ou da harmonia, mas também de outros fatores importantes, como o arranjo dos instrumentos e a sonoridade de cada um deles. Para se chegar a um produto final que desperte sensações, sejam elas de qualquer natureza, é preciso ficar atento a quesitos como timbre, ritmo, levada, entre outras coisas que marcam a identidade de uma canção.
       Desde a concepção até a sua finalização, para posterior veiculação em um CD, ou em qualquer outro tipo de mídia, a música passa por um extenso processo de elaboração. Etapas claras e bem definidas fazem parte da sua cadeia produtiva, incluindo a gravação, a mixagem e, por final, a masterização. É na gravação que se inicia o processo, propriamente dito, de registro de quais instrumentos comporão a música, ou fonograma, como também pode ser chamada. Nessa fase, quanto maior a fidelidade do que está sendo gravado, o que requer o uso de bons microfones, maiores são as chances de o produto final ficar com mais qualidade.


Conforme destaca o engenheiro de gravação Vânius Marques, professor de Edição, Mixagem e Masterização do Instituto de Artes e Técnicas em Comunicação (Iatec), no Rio de Janeiro, e detentor de quatro prêmios Grammy Latino, considerado o Oscar da música, uma boa gravação já define, logo no início, a característica sonora de uma música. Os instrumentos são gravados de forma separada, em canais que possuem volumes e efeitos independentes. Ou seja, é possível gravar uma banda com bateria, baixo, violões, teclados, coro e voz principal ao mesmo tempo, ou de forma sucessiva, ou seja, cada instrumento por vez, processo chamado de overdubbing.
Após a gravação, é realizada a etapa da edição do áudio. Com o advento da tecnologia digital na década de 90, Vânius explica que a edição das músicas ganhou em agilidade, o que antes era muito difícil no formato da gravação analógica em fitas magnéticas de duas polegadas. “Com a chagada do digital, houve, sem dúvida, maior praticidade na edição, incluindo a afinação de vozes, a substituição de sons, ou ajuste da execução de um instrumento, por exemplo. Nada disso existia no formato digital. Hoje, é possível deixar a música impecavelmente perfeita. Além disso, a velocidade de trabalho aumentou muito. Podemos ter um trecho musical e repeti-lo ao longo da música simplesmente copiando e colando. Antigamente, tínhamos que gravar trecho por trecho”, explica o engenheiro de som.